Do aprendizado autodidata ao inglês como ferramenta.
Fui selecionado pelo programa UNIGOU Exchange, ligado ao INCBAC, para desenvolver uma pesquisa acadêmica na Technical University of Liberec.
O processo seletivo envolveu currículo, carta de motivação, documentação e entrevista em inglês, idioma que até então eu havia desenvolvido majoritariamente de forma autodidata.
Um método, não uma resposta pronta.
Minha primeira opção de projeto estava relacionada à transmissão automotiva, em continuidade à experiência na Fênix Racing. Acabei selecionado para uma pesquisa com materiais geopoliméricos, o que me colocou em contato com um campo completamente novo.
O trabalho envolvia produção e documentação de amostras, pesquisa sobre propriedades dos materiais e preparação de experimentos voltados à análise de seu comportamento térmico. Também avaliamos diferentes composições, incluindo o uso de materiais como poliestireno.
Atuei em dupla, sob orientação acadêmica, acompanhando o processo de pesquisa desde a revisão de literatura e preparação das amostras até a documentação dos resultados e apresentação periódica dos avanços do projeto.
Toda a experiência acadêmica foi conduzida em inglês.
Fora do laboratório, a vivência internacional também teve um papel relevante. Durante o período na Europa Central, tive contato com diferentes culturas, ambientes e formas de pensar, ampliando meu repertório pessoal e minha capacidade de adaptação.
Outras formas de ver o mundo.
Interrupção e retorno
2020 / COVID-19A pesquisa foi interrompida antes da conclusão da etapa de análise térmica devido ao avanço da pandemia de COVID 19 na Europa, o que antecipou meu retorno ao Brasil.
Mesmo com a interrupção, a experiência foi importante para desenvolver autonomia, capacidade de aprendizado e adaptação a contextos pouco familiares, competências que continuaram presentes nas etapas seguintes da minha trajetória.